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17/02/2013

A obrigatoriedade da leitura de Kardec e os modos de ensino.

                    Durante os cursos nos Centros Espíritas é obrigatório a leitura das obras básicas de Kardec, infelizmente não da para mesurar o comprometimento de cada aluno com as leituras ao menos dos livros bases de estudo, livros dedicados ao incentivo da pesquisa pois abordam inúmeros autores revelando a vastidão de conhecimento ofertada pela Doutrina Espírita, a didática de ensino em geral leva o instrutor a conduzir os alunos como crianças donde a falta de obrigatoriedade de leitura faz com que se continue uma transmissão de conhecimentos quase equiparada ao ``senso comum´´, pois é mais fácil ouvir daqueles que supomos ser mais entendidos no assunto e devido a esse problema perdemos a oportunidade de observar a quantidade de opiniões pessoais que tramitam no meio espirita, é claro que enquanto humanos todos tendemos a direcionar aquilo que falamos mesclando com conceitos íntimos só que infelizmente algumas vezes são criados DOGMAS pessoais ( não doutrinários), então quanto mais estudarmos melhor poderemos separar o JOIO DO TRIGO, não digo separar de forma discriminatória, mas evitar engodos causados por ignorância de personalidade ou se quiserem evitar as falácias.

                    O grande problema é que muitos alunos nos cursos não tem o hábito da leitura ou possuem um gosto por determinados tipos de literatura ditas espíritas mas que não deixam de possuir seu valor de aprendizado e quando levados a refletir sobre um determinado assunto ficam sem condições de expor sobre o que esta sendo abordado pois sentem-se  diminuídos pelo fato da ênfase dada nos cursos sobre as obras de Kardec, o codificador em sua coletânea de, A Revista Espírita deixou claro que nós espíritas deveríamos ler sobre tudo para melhor compreender a Doutrina Espírita, ou seja conhecer a doutrina é muito importante desde que se possa comparar entre seus adeptos outras abordagens e não simplesmente ouvir que esse ou aquele assunto não é doutrinário por alguém não concordar ortodoxamente. O fato é que as pessoas no inicio dos cursos até arriscam falar ou expor seus pontos de vista mas pelo despreparo psicológico de muitos instrutores são ironizados ou repudiados com veemência fazendo com que nunca mais se arrisquem a expor suas ideias ou duvidas isso quando não abandonam os cursos. Nestes casos o que mais se ouve é que não estavam preparados para receber a boa nova, háa se nossos confrades dessem atenção ao que falam ou sugerem como leitura talvez voltassem a ler o livro Os Mensageiros de André Luiz mais umas cem vezes ai sim entenderiam essa frase debochada.

                    Entendido então as questões da importância da leitura para não resvalarmos no erro da falsa condução vamos então as metodologias aplicadas na área de ensino.
                    Atualmente em minha opinião o melhor método de ensino organizado é o ESDE, Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita da Federação Espírita Brasileira, FEB, pois da a oportunidade global de atuação dos alunos em sala sendo suas aulas participativas, donde se desestrutura a figura do INSTRUTOR pois ali não há professores mas FACILITADORES que por já terem passado por todos os cursos tem plena condições de auxiliar no desenvolvimento das tarefas. Ser um monitor ou facilitador do ESDE implica em ler as apostilas Tomos 1 e 2 de acordo com o curso inserido e preparar as aulas de forma dinâmica e participativa facilitando assim o desenvolvimento dos alunos durante as aulas, quebra-se o mito do instrutor do mestre em favor do aprendizado participativo. Outro ponto positivo o ESDE além de abordar todas as obras básicas ainda trabalha com praticamente todos os livros de André Luiz, alguns de Manoel Philomeno de Miranda, uma quantidade gratificante de estudiosos e cientistas que abordaram os mais variados assuntos doutrinários, proporcionando ao aluno um mini catalogo de pesquisa avançada, por isso de olho nos instrutores é importante a sua participação para que não se tornem ovelhas ao invés de estudiosos.

                    Uma boa técnica de leitura ou de reaproximação do hábito de ler é ler aquilo que gosta com frequência elevada assim quando necessitar ler algo que aparente ser enfadonho tera ao menos disposição psicológica para tal empreitada.

2 comentários:

Douglas disse...

Bacana!

O estudo da ESDE é uma fonte de debate muito bom, uma vez que, é um estudo e não palestras em si.

Então em qualquer ponto da exposição, pode-se questionar e iniciar um debate valoroso sobre algum assunto.

Tudo tem que ser democrático mesmo e até abrir a oportunidade para os irmãos de outras religiões que estão conhecendo o espiritismo, e mostrá-los que existem outras visões diferentes. No curso onde frequento, foi adotado o método OSCAL-SCHEILA, e como iniciaram novamente o curso, estou repetindo o 1o modulo (ja feito 2x) para ver a nova abortagem e existem muitos católicos iniciando e com visões de um Deus punitivo ainda, enfim, com o debate pode-se abrir novas linhas de pensamento. É importante demais essa democratização.

Anselmo B. heib disse...

Exato Douglas, e também deixamos de ter a imagem do ``instrutor´´ como alguém superior, ou seja entendo que como instrutor de cursos nós não ensinamos ninguém apenas damos facilidade em encontrar ``a priori´´ determinados assuntos aos novos médiuns simples por ter um pouco mais de tempo de estudo e consequentemente um arsenal maior de informações, que aliás se equilibram gradativamente de acordo com o interesse do neófito Espirita.

Grato por sua observação.